Navio encalha no Canal de Suez e provoca fila. Internet não perdoa e faz memes

Navio encalha no Canal de Suez e provoca fila. Internet não perdoa e faz memes

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O que era para ser uma operação de rotina, acabou em acidente que pode trazer prejuízos para o comércio mundial. O navio Ever Given operado pela Evergreen encalhou por volta das 7h40 (2h40, no horário de Brasília) desta terça-feira no Canal de Suez, no Egito,  transportando uma carga da China para a Holanda.

As informações dão conta que o navio que pesa mais de 200 mil toneladas teve uma pane e depois foi atingido por fortes rajadas de vento. Nesta quinta-feira, uma operação com oito rebocadores foi montada para tentar retirar o navio do canal que liga o  mar Vermelho ao Mediterrâneo.

O acidente provocou uma fila de navios nos dois sentidos do canal, que é uma das rotas de navegação mais importantes do mundo. Cerca de 10% do comércio do planeta passa pelos 160 quilômetros da via inaugurada em 1869 e ampliada em 2015.

Acompanhe o Ever Given pelo site Marine Traffic.

Foto por @planetlabs
Foto por @planetlabs

Como consequência, o preço do petróleo subiu nesta quinta-feira (24), uma vez que os vários navios-petroleiros estão aguardando a remoção do navio. Algo que não será fácil,  imagens do Ever Given mostram que proa do gigantesco navio está presa na parede leste do canal e a popa na parede oeste, obstruindo completamente a passagem.

E não é para menos. O Ever Given é um dos mais navios de carga do mundo.  A situação provocou alguns memes nas redes sociais.

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O curioso resgate do navio que afundou com 4.200 carros nos EUA

O curioso resgate do navio que afundou com 4.200 carros nos EUA

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O tombamento do MV Golden Ray é um daqueles casos provocados por sucessivas falhas humanas.  O resultado foi a perda de 4.200 carros 0 Km que seriam exportados para outros países.  A embarcação tombou na costa do estado da Geórgia, Estados Unidos.
Após uma extensa investigação, o governo americano concluiu que houve excesso de peso e que os tanques de lastro não foram abastecidos corretamente. Isso fez com que o navio tombasse em  8 de setembro de 2019. Todos os 24 membros da tripulação foram resgatados com vida.
No fim do ano passado, uma grande operação foi montada para salvar a carga do navio. Para isso, foi necessário um grande guindaste, balsas e uma equipe para conter o vazamento de óleo da embarcação.  Para que tudo isso acontecesse houve a necessidade de superar os furacões, a pandemia da Covid-19, entre outros contratempos.

Veja como foi o início do resgate:

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A equipe envolvida na operação decidiu cortar o navio em 8 pedaços, usando uma espécie de motosserra gigante. Além disso estacas ajudaram a levantar cada parte e ainda haverá o auxílio de uma imensa garra. Como MV Golden Ray está próximo da costa, cada parte foi transportada por balsa para o porto. Os carros, todos 0 Km transformados em sucata e reciclados.

O prejuízo causado pelo tombamento foi de 80 milhões de dólares, ou 427 milhões de reais, mesmo com toda carga segurada.

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Coral de 500 metros é descoberto na Austrália

Coral de 500 metros é descoberto na Austrália

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Cientistas que pesquisam a Grande Barreira de Corais na Austrália descobriram um recife de corais que pode ser o maio do mundo.  Localizado na parte norte da região, a formação de 500m de altura, o que equivale ao Empire State Building, localizado em Nova Iorque, Estados Unidos.

É a primeira vez que pesquisadores encontram algo desse tipo no oceano.  A estrutura não está na Grande Barreira de Corais e integra Península do Cabo York e conta com mais de 1.500 espécies de peixes. A descoberta, feita pelo Schmidt Ocean Institute, mostra que é necessário investir em pesquisas nos oceanos, pois ainda há muitos segredos  a serem desvendados.
“Encontrar um novo recife de meio quilômetro de altura na área costeira de Cape York da conhecida Grande Barreira de Corais mostra como o mundo é misterioso logo além de nossa costa”, contou a diretora executiva do Schmidt Ocean Institute, Dra. Jyotika Virmani, em entrevista à BBC.
Para você ter uma ideia, desde 1800 pesquisadores não encontravam algo igual.  Este coral  tem largura de 1,5 quilômetros. Agora, o próximo passo é fotografar toda a estrutura e, quem sabe, descobrir novas espécies.
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O porre do czar russo que não aconteceu

O porre do czar russo que não aconteceu

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Em maio de 1917, torpedeado por submarino alemão, afundava no Mar Báltico, Norte da Europa, o S/S Kyros.  Somente 102 anos depois do naufrágio, empresa Ocean X revelaria a carga dessa embarcação:  600 garrafas de conhaque e 300 garrafas de licor de ervas destinadas ao czar russo Nicolau II.

Naquele momento, o Europa vivia as turbulência da I Guerra Mundial. Ao mesmo tempo,  a Rússia era varrida por uma Revolução Comunista.  Foi nesse cenário que o navio deixou a Suécia, afundado pouco tempo depois. Segundo a Ocean X,  a tripulação foi resgatada e levada de volta ao país de origem.

Graças as condições propiciadas pelo Mar Báltico – águas frias e escuras – o navio foi preservado. Quando foi encontrado, o tesouro do S/S Kyros estava avaliado em 4,7 milhões de libras esterlinas, cerca de R$ 35 milhões. Mas em leilão realizado em 2011, uma garrafa de champanhe encontrada na embarcação foi arrematada por US$ 43 mil (aproximadamente R$ 230 mil).

Por muitos anos,  a equipe da Ocean X trabalhou na limpeza do navio, retirando restos de redes de pescas abandonadas.  Foi quando após uma inspeção, os mergulhadores descobriram as bebidas, outros artefatos, além de um carregamento de armas.

Será elas impediriam a morte do czar pelos bolcheviques? Como o S/S Kyros nunca chegou ao seu destino, não sabemos o que poderia ter acontecido e se a carga mudaria os rumos da Revolução Russa.

Outra dúvida é se as bebidas podem ser consumidas, mas isso os cientistas se encarregarão de responder, após finalizar os exames laboratoriais na carga.

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‘Bolas Misteriosas’ aparecem no litoral de São Paulo

‘Bolas Misteriosas’ aparecem no litoral de São Paulo

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Dezenas de ‘Bolas Misteriosas’ apareceram em Peruíbe, litoral de São Paulo, na última semana. O fenômeno natural que retrata como é importante conhecermos os oceanos e mares. Este é um dos fundamentos para o nascimento da Onda Azul.
Um foto das bolas feita por um morador e postada em uma rede social viralizou. A imagem foi suficiente para que as pessoas especulassem a origem do material, considerado por alguns como “um sinal fim dos tempos”.  Afirmações que não fazem o menor sentido, uma vez que o fenômeno é natural e pode ter algumas origens, como o desassoreamento dos rios da região.

Isso faz com que esse substrato mais escuro, substrato de manguezal, vá parar no encontro com o mar, ficando depositado em frente à praia. Nós tivemos um ciclone com uma força muito forte agora, inclusive, a maré subiu bastante, foi bem típico de ressaca, e faz com que o sedimento do fundo seja levantado pela onda. Ele fica rolando, e na hora que é jogado na praia, essa lama vai girar na areia, e ela vai e volta, e com isso vai grudando na areia, empelotando e formando essas bolas“, explica o biólogo marinho Eric Comin, ouvido pelo G1.

Outra hipótese levantada pelo site é de que essa lama seja proveniente do fundo do mar, trazido pela maré para a praia, provocado por um ciclone, por exemplo.

Elas vêm do mar para a terra. Quando ocorre algum movimento maior no fundo do mar, e às vezes isso acontece muito longe daqui, como, por exemplo, da outra vez que isso aconteceu, foi em consequência de um ciclone extratropical que ocorreu próximo a Paranaguá“, salienta Paulo Flávio, médico especialista em Práticas Integrativas e doutor em Ciências com tese de doutorado sobre a Lama Negra de Peruíbe.

Qualquer que seja a origem das ‘bolas’, o importante é que esse acontecimento é natural em várias partes do mundo. O que a gente pode fazer é se debruçar e saber um pouco mais sobre rios, mares, oceanos e seus fenômenos naturais.
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O belíssimo ‘surfe’ de leões marinhos na Califórnia

O belíssimo ‘surfe’ de leões marinhos na Califórnia

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Os leões marinhos ocuparam o sul da costa da Califórnia,  EUA, bridando algumas pessoas com um belo espetáculo de surfe. As imagens foram captadas por Ryan Lawler da Pacific Offshore Expeditions, uma empresa especializadas em oferecer passeios pela região.

Veja a aula de surfe:

É bom lembrar que você não deve tentar surfar na mesma praia que esses animais, pois você corre o risco de ser expulso por eles. Como foi o caso desses dois surfistas na Nova Zelândia. Veja o vídeo:
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Foto de polvo ‘fazendo uma selfie’ vence concurso de fotografia

Foto de polvo ‘fazendo uma selfie’ vence concurso de fotografia

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Concurso de fotografia são um alento enquanto as atividades de mergulho não voltam plenamente. Um deles, o “Ocean Art”, divulgou os vencedores da edição de 2020. A competição teve a participação de fotógrafos de 80 países e, por causa da pandemia, eles tiveram que tirar fotos em locais próximos às suas casas, procurar destinos que não tivessem banido a entrada de turistas ou revisitar seus arquivos de outros anos para encontrar registros que pudessem chamar a atenção dos jurados.

Patrocinadores também ajudaram o concurso a arrecadar fundos para ajudar a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Centro de Controle de Doenças (CDC), agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, no combate à Covid-19. Apesar de todas as dificuldades impostas pela pandemia as imagens são impressionantes e belíssimas.

O vencedor na categoria ‘Melhor do Show’ foi a foto ‘The Day of the Tentacles’, do fotógrafo Gaetano Dario Gargiulo, feita em New South Wales, na Austrália.  A imagem mostra o polvo  em uma espécie de selfie com a família de Gargiulo.

“No dia da foto, permaneci em uma poça de maré, pois a maré estava muito baixa para me aventurar fora de seus limites. Em uma das partes mais rasas dessa poça, notei um polvo. Coloquei minha câmera perto de sua toca e ele começou a interagir com ela. Saiu da toca e, para nossa surpresa, começou a tirar fotos”, explicou o fotógrafo que também faturou o prêmio da categoria ‘Grande Angular’

Categoria 'Macro'

A foto de Hippocampus Pontohi, cavalo-marinho minúsculo e que vive escondido em recifes foi o vencedor da categoria Macro, registro feito por Galice Hoarau.

Categoria 'Água Fria'

Jon Anderson levou o primeiro lugar na categoria, com um registro feito em Monastery Beach, na Califórnia, Estados Unidos. A imagem é possível ver peixes da família Sebastidae e as algas Macrocystis Pyrifera.

Em raras ocasiões, as estrelas se alinham em Monastery Beach, proporcionando um mar calmo, excelente visibilidade e feixes de luz intensa, como se fossem de catedrais, que penetram a cobertura das algas. Nestes dias, a floresta de algas torna-se um dos mais belos ambientes subaquáticos da Terra“, explica o autor da foto.

Categoria 'Águas Escuras'

De Palm Beach veio o clique ganhador desta categoria, um registro de Steven Kovacs. Ele fotografou um peixe Acanthonus Armatus, cuja aparência não é lá das mais bonitas.

Mesmo que os adultos de aparência sombria vivam a grandes profundidades, ocasionalmente, os peixes mais jovens em desenvolvimento podem ser encontrados em águas muito mais rasas e são muito mais exóticos em sua aparência, com filamentos impressionantes saindo de seus corpos. Provavelmente, isso tem o objetivo de imitar outros organismos para fins defensivos“, explica o Kovacs.

Categoria 'Conservação'

O clique feito por Christophe Chellapermal retrata bem o efeito ambiental da pandemia que estamos vivendo.  Ele registrou a poluição causada pelas máscaras usadas na proteção contra a Covid-19 em La Sallis, na França.

Antes da pandemia de Covid-19, eu acreditava que vivíamos em um mundo onde jovens como Greta Thunberg traziam à luz o fato de que eles foram deixados com o peso dos danos ambientais que as gerações anteriores criaram. Exatamente no momento em que um movimento estava se preparando para entrar em ação, a Covid-19 apareceu e as prioridades de muitas pessoas mudaram. Infelizmente, essas máscaras, um símbolo de nossa irreverência para o meio ambiente, permanecerão no oceano muito depois do fim da pandemia de Covid-19, prejudicando ainda mais um ambiente que já é frágil e resultando em um fardo ainda mais pesado para a próxima geração“, constatou o fotógrafo.

Categoria 'Arte Subaquática'

“Enquanto mergulhava com este crocodilo em Cuba, fiquei deslumbrada com seus dentes afiados. Isso me fez entrar na água com minhas lentes macro. O espelhamento dessa captura dentuça produziu uma imagem única que lembra um teste de Rorschach (personagem do quadrinho ‘Watchmen’). Para mim, rostos intrigantes aparecem no reflexo da água”.

Categoria 'Macro com Câmera Compacta'

A fotógrafa PT Hirschfield conseguiu captar cinco filhotes de cavalo-marinho bebês nadando juntos em Melbourne, na Austrália.  “É difícil capturá-los todos voltados para a mesma direção, pois eles estão constantemente se contorcendo enquanto se movem juntos na água“, explica.

Felizmente, uma câmera compacta pode sincronizar em uma velocidade de obturador muito rápida para capturar esse momento. No último segundo, um desses cinco cavalos-marinhos bebês (cada um tão pequeno quanto uma unha) virou-se de cabeça para baixo, o que só acrescentou um pouco mais de charme e humor a essa imagem“.

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Pescador acha âmbar-gris avaliado em R$ 1,2 milhão

Pescador acha âmbar-gris avaliado em R$ 1,2 milhão

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Um princípio de tempestade interrompeu a pescaria de Chalermchai Mahapan, 20 anos, que teve que voltar para casa mais cedo. Mas o que poderia ser um dia ruim, transformou-se no dia de sorte deste pescador tailandês. Enquanto ele levava o barco para as docas, viu um pedaço de pedra branca,  empurrado pela corrente em direção a praia. O ‘objeto’, contudo, não era uma rocha, mas um pedaço de ‘vômito de baleia’ ou âmbar-gris, avaliado em R$ 1,2 milhão.

Inicialmente o jovem ficou desconfiado e, ao chegar mais perto, suspeitou que a ‘pedra’ de 7 Kg poderia ser algo de valor. Por isso, levou-a para casa até que conseguisse descobrir do que se tratava. Perguntou aos pescadores mais idosos e fez um teste, queimando partes da rocha, observando que elas derretiam facilmente. Depois, enviou alguns pedaços para um laboratório analisar, e comprovou que se tratava de âmbar cinza.
Apesar de ter uma potencial fortuna em mão, Mahapan revelou não ter pressa para vender o vômito de baleia. “Um agente encontrará um comprador internacional para ele”, disse o pescador, que espera fazer o melhor negócio possível em cima do achado. Agora é esperar para ver quanto Chalermchai Mahapan vai conseguir pelo pedaço de âmbar cinza.

Quarenta e oito anos depois, 1968, os descendentes Borthwick pediram a propriedade da ilhota em formato cônico com uma área de 6,2 hectares e que se eleva a uma altura máxima de 93 metros acima do nível do mar. Porém já havia prescrevido o prazo e o tesouro arqueológico passou, dessa forma, às mãos do Estado.

Uso na indústria da perfumaria

O âmbar cinza, âmbar-gris ou vômito de baleia, é uma secreção produzida nos intestinos dos cachalotes e pode ser encontrado flutuando no mar ou quando é arrastado para a costa. A substância é um dos ingredientes mais valiosos da perfumaria, usado como fixador das fragrâncias. Já o âmbar tem a ver com o fato de que os perfumistas franceses o importavam dos países nórdicos  A proibição da caça à baleia em vários países levou às alturas o preço do âmbar-gris. Hoje já há substitutos químicos, mas a substância original segue sendo negociada a cotações que atingem R$ 20 o grama.
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A ilha espanhola que foi preservada por um jovem escocês

A ilha espanhola que foi preservada por um jovem escocês

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A ilhota chamada do Frade,  na costa do município de Águilas, em Murcia (Espanha) é conhecida por ser um rico sítio arqueológico com materiais de alguns povos que passaram pela região como os romanos e muçulmanos. Mas a história do local também passa por um misterioso morador:  Hugh Pakenham Borthwick.

Borthwick era um jovem inglês que habitou a região a partir de 1912. Segundo os historiadores, chegou ao local acompanhado por dois empregados e vários cachorros. Morou sobre uma espetacular jazida arqueológica, onde havia possíveis restos de um edifício monumental, moedas, um assentamento romano e evidências muçulmanas.

Antes do morador ilustre, toda essa riqueza despertou o interesse, por exemplo, do Rei Carlos III, que enviou uma expedição que documentou o muro que cerca parcialmente a ilha. No entanto, o jovem escocês nunca se interessou em explorar este material. Em 1920, sem razões aparentes, abandonou o lugar, que nunca mais voltou.

Quarenta e oito anos depois, 1968, os descendentes Borthwick pediram a propriedade da ilhota em formato cônico com uma área de 6,2 hectares e que se eleva a uma altura máxima de 93 metros acima do nível do mar. Porém já havia prescrevido o prazo e o tesouro arqueológico passou, dessa forma, às mãos do Estado.

Cientistas que tentam completar um quebra-cabeças

Os especialistas  da Área de Arqueologia da Universidade de Murcia (Grupo de pesquisa iArqUM) e do Museu Arqueológico de Águilas veem estudando o local desde 1979, quando começaram as escavações.  Os primeiros vestígios encontrados foram de artefatos romanos. No entanto, desde que foi encontrada uma necrópole islâmica com uma tumba infantil, os estudos apontam para outra direção. Há muitos mistérios a serem desvendados neste pequeno pedaço do Mediterrâneo.

Outro mistério que cerca Frade é um muro que rodeia a ilha. A primeira referência  sobre a construção corresponde ao tenente-coronel do corpo dos engenheiros espanhol Juan Escofet que, em 1773, o interpretou como “uma fortificação”, uma muralha. Foi construído com alvenaria e a erosão marinha o deteriorou. Quevedo suspeita, entretanto, que não se trata propriamente de uma muralha, “e sim de uma poderosa estrutura que ajudou no desenvolvimento urbanístico da ilha”. Por enquanto, não foi possível datar com precisão sua edificação e determinar sua função exata.

Um barco cheio de ânforas romanas e lingotes; tanques espalhados pela ilha; além de vários fragmentos que estão espalhados pela região. Nada disso despertou a curiosidade de Hugh Pakenham Borthwick, mas agora estão sendo usados para tentar responder as questões dos pesquisadores.

Com informações do El País.
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As histórias mais relevantes para os nossos leitores

As histórias mais relevantes para os nossos leitores

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O ano de 2020 não foi fácil para ninguém.  Mas vamos terminá-lo mostrando quais foram os artigos mais lidos neste blog, em um ano que tivemos nossas atividades suspensas por causa do isolamento imposto na maior parte do Brasil.
Neste ano falamos sobre sete curiosidades do memorável Jacques Cousteau, pesquisador, mergulhador que inspira muita gente mundo afora. Sempre bom lembrar, sobretudo, do entusiasmo deste francês em conhecer o mundo e preservá-lo.
O ano foi tão estranho que até inauguraram o primeiro museu subaquático do mundo, na Austrália. Detalhe que a atração fica bem próxima da Grande Barreira de Corais, considerado um dos Patrimônios da Humanidade.
E por falar em recifes, mostramos um estudo que propõe uma nova abordagem em mergulhos feitos neste ecossistema. O mergulho é uma atividade humana que interfere no Meio Ambiente, por isso, é necessário medir os impactos e repensar as nossas atitudes,
Falamos também sobre morte… mas de transatlânticos! Você sabia que existe um ‘cemitério’ para eles? Com a pandemia da Covid-19 muitos deles foram sepultados por causa do aumento das dívidas das empresas de turismo.
Mas também trouxemos uma novidade para quem tem medo de mergulhar. Uma espécie de boia que ajuda na flutuação e aumenta a confiança de quem está começando a se aventurar.

Esperamos um 2021 melhor e com vacina. Feliz Ano Novo!

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