A lenda da Ilha de Jorge Grego, em Angra dos Reis

A lenda da Ilha de Jorge Grego, em Angra dos Reis

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Histórias de piratas sempre fizeram sucesso em nosso imaginário coletivo. Jack Sparrow, Simba, Barba Ruiva, Capitão Gancho, são só alguns nomes que podem ser facilmente lembrados. Próximo de Angra dos Reis, em frente a Lopes Mendes, na Ilha Grande, surge mais um desses personagens, conhecido como Jorge Grego.

Reza a lenda que ele foi um pirata que navegava em direção ao Estreito de Magalhães quando começou a ser perseguido para armada inglesa. Com o barco destruído perto da Ilha Grande, ele conseguiu fugir de bote até uma ilha próxima, onde teria sobrevivido com suas duas filhas e um ajudante. Lá também teria enterrado do tesouro que carregava. Com o passar do tempo, as meninas cresceram e uma delas teria se apaixonado pelo marujo. O pai, enciumado, teria matado os dois e se matado em seguida.

Verdade ou não, a história da Ilha de Jorge Greco é apenas pano de fundo para uma das melhores áreas de mergulho da região. Uma ilhota que tem uma área 1 km², deserta, sem água potável e com vegetação baixa. Lá é O ambiente subaquático oceânico é rico em corais, peixes, tartarugas, polvos, lulas, camarões, siris, cavalo marinho e golfinhos.

A visita a Ilha de Jorge Grego pode ser feita a partir de Vila de Abraão. As embarcações tem que ter autorização da Capitania dos Portos. 

Angra tem alguns dos mergulhos mais tranquilos de todo o estado, sendo assim ótimo destinho para iniciantes, como excelentes mergulhos de nível avançado e até mesmo técnico. E alguns destes últimos se localizam na área de Jorge Grego. 

Em breve o Onda Azul estará indo em excursão para mergulhar na área e dentro da baía da Ilha Grande com tubarões Mangonas! Agende conosco e visite esse local sensacional em Angra dos Reis.

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Batente das Agulhas: um mergulho surpreende no Rio Grande do Norte

Batente das Agulhas: um mergulho surpreende no Rio Grande do Norte

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O mergulhador e fotógrafo submarino Roberto Palmer volta com outro artigo aqui, na Onda Azul. Desta vez, ele conta um pouco da sua experiência no Batente das Agulhas, área que fica no Rio Grande do Norte. Você já ouviu falar? Saiba mais sobre esse local surpreendente.

Por Roberto Palmer

Ainda no Brasil, nosso próximo mergulho é no Batente das Agulhas. Um lugar surreal que fica a 2h30 de navegação de Natal-RN (25 Km). Embora  a navegação seja longa, para os padrões brasileiros de deslocamento de mergulho, o mergulho no Batente vale muito a pena.

Minha primeira ida para o Batente foi em janeiro de 2008 na Expedição Naufrágios do Nordeste que foi de Natal  para Recife, organizada por Mauricio de Carvalho, responsável pelo site e a operadora Atlantis de Noronha.

Tive a oportunidade de voltar mais duas vezes. Em dezembro de 2013 e em janeiro de  2016 em um live aboard com o barco Voyager.  Em todas as vezes que estive lá, a sensação foi sempre a mesma. O que é isso e por que está tão longe da costa?

Para mim, o Batente das Agulhas parece uma laje de concreto com colunas cilíndricas,  da mesma altura, enfileiradas acima dela e equidistantes umas da outras. A vontade que dá é pegar uma faca e cavar as colunas para ver o que tem por baixo. Mas como sou um mergulhador que respeita o ambiente marinho, fiquei só na vontade.

Mas a curiosidade de saber o que é aquela “laje” a 25 km da costa de Natal é muito grande. As  explicações que encontrei e ouvi de algumas pessoas variam entre uma laje com árvores ou coqueiros fossilizados acima dela ou uma construção antiga que foi coberta pelo  mar.

Mas o que  seriam as colunas  acima da “construção”?  E o que seria a “construção” em  si? Já pesquisei atrás de alguma informação  que faça sentido, mas até hoje não achei nenhuma. E a distância que ela está da costa torna difícil uma explicação que faça sentido.

O que mais me chamou a atenção, entretanto, é que quando se nada acima da “laje” se vê várias colunas enfileiradas e onde não tem a coluna, tem um buraco do mesmo diâmetro das colunas.

A imaginação voa quando se nada por cima da “laje” e abaixo dela. Abaixo da “laje” existem muitas passagens e algumas tocas e em quase todas se pode achar alguma criatura marinha de passagem ou deitada no fundo. Tubarões  lixa, Arraias, Moreias, Tartarugas, Cardumes, Lagostas, Peixes pedra podem ser encontrados enquanto se nada acima e abaixo da “laje”.

Outra  coisa que  não se vê nos  demais pontos de  mergulho no Brasil  são esponjas

amarelas bem grandes, similares às que encontramos nos mergulhos no Caribe.  Estas esponjas se fixam nas colunas ajudando a tornar o visual um pouco  mais colorido. Em relação ao mergulho, como a navegação é longa, o ideal é  escolher as épocas certas do ano para fazê-lo. Uma das vezes que fui para lá foi com a Natal Divers. Entre em contato e veja a melhor época.

O  local  possui profundidade  máxima em torno dos 25  metros, águas típicas do

nordeste  brasileiro com temperatura variando  de 26 a 28º C e visibilidade quase

sempre acima de 15-20 metros. É um excelente mergulho em um local absolutamente surreal e uma experiência única que ficará para sempre nas suas recordações.

Como cada saída realizada para lá inclui dois mergulhos, dá para conhecer muitas das  tocas e passagens no primeiro mergulho e quase toda a parte superior da “laje” no

segundo mergulho.

Para quem gosta de fotografia, usei uma Nikon D300 com uma lente Tokina 10-17 mm em caixa Sea&Sea e com dois flashes Sea&Sea 110 alfa.

Conheça o trabalho de Roberto Palmer

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Noronhe-se!

Noronhe-se!

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A Onda Azul resolveu trazer a opinião do mergulhador e fotógrafo submarino Roberto Palmer. Neste artigo, ele fala um pouco sobre a sua experiência em Fernando de Noronha, arquipélago que é um sonho de todo mundo. O texto tem muitas informações para quem quer partir para um aventura neste paraíso.

Agora vamos ficar no Brasil e no lugar que é considerado um paraíso tanto por mergulhadores como por aqueles que não mergulham. Fernando de Noronha é um dos destinos mais desejados por muitos brasileiros e é um lugar belíssimo. Um arquipélago formado por 21 ilhas vulcânicas e ocupa uma área de 26 km². Faz parte do estado de Pernambuco e está a 545 km de Recife e a 360 km de Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte. Seu ponto mais alto, o morro do Pico, possui 323 metros de altura.

Noronha possui mais de 100 pousadas e/ou hotéis, desde as pensões mais baratas até os hotéis 5 estrelas. Uma pesquisa na internet ou a sempre eficiente opiniões de amigos que lá estiveram é imprescindível para evitar problemas quando da chegada à ilha. São muitas opções em praticamente todos os lugares da ilha e uma pesquisa anterior é sempre uma boa ideia. Existem vários sites com informações sobre Noronha e entre eles estão os seguintes:

Taxas:
TPA – Para entrar em Noronha é obrigatório o pagamento da taxa de preservação ambiental cujo valor depende do número de dias que ficaremos na ilha. Ela varia de R$ 73,52 para um dia até R$ 5.183,78 para uma permanência de 30 dias. O valor a ser pago pode ser visto neste site.

Taxa Ingresso – Desde 22/09/2012 há uma nova taxa a ser paga ao visitar Fernando de Noronha.

Além da TPA, cobrada ao chegar, agora há uma segunda taxa, ou melhor, um ingresso para visitar a área do parque nacional marinho. Custa R$ 106,00 para brasileiros e R$ 212,00 para estrangeiros e é válida por 10 dias, sendo que maiores de 60 anos e menores de 12 anos estão isentos. Mais detalhe sobre essa nova taxa está em: https://www.parnanoronha.com.br/ingressos

Taxa IBAMA
E ainda existe a taxa IBAMA de R$ 10,00 por dia de mergulho. Mas essa é somente para os mergulhadores. Para os não mergulhadores, Noronha possui várias opções de trilhas, praias e passeios pelos diferentes locais da ilha.

Um carro, ou melhor, um bugre, ajuda bastante no deslocamento e você pode incluir o bugre quando do aluguel da pousada ou hotel. Embora nem todas possuam essa facilidade, em algumas isso pode ser negociado. Pesquise antes se esta for a sua vontade.

As trilhas de Noronha se dividem em dois tipos; as que ficam dentro do parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, para as quais é necessária autorização do IBAMA e acompanhamento de guias credenciados e as que ficam dentro da APA, área de preservação ambiental, que são de livre acesso.

As que ficam dentro do parque Nacional são as trilhas da Baía do Sancho, do Farol, do Capim-Açu, da Pedra alta e a da Baía dos Golfinhos. As que ficam na APA são as trilhas Jardim Elizabeth, Costa azul e a Costa Esmeralda.

Segue um pequeno resumo de cada uma delas.

  • Baia do Sancho. É uma das mais bonitas, pois, começando na Praia da Cacimba do Padre, passa pela baía dos Porcos e termina na baía do Sancho, cuja praia já foi considerada, mais de uma vez, como sendo a mais bonita do mundo. Na praia do Sancho fica a melhor parte para alguns ou a pior, para outros. Uma escada por dentro da rocha leva ao mirante da baía do Sancho, que fica 40 metros acima.
  • Farol. Essa possui 2,5 Km de extensão e vai da Praia do Sancho até a Ponta da Sapata. É uma sucessão de mirantes com paisagens deslumbrantes em cada um deles.
  • Capim-Açu. Com 7 km, é a trilha mais longa de Noronha. Nesta trilha podemos encontrar equipamentos da segunda guerra mundial. Aberta somente de agosto a fevereiro é uma trilha bem puxada. Começa na encosta de Quixaba e vai até a ponta do Capim-Açu e depois termina na praia do Leão. Como a praia do Leão é área de desova de tartaruga, ela fica fechada no restante do ano.
  • Pedra Alta. Com 4 km de extensão, começa na enseada de Caieira e vai até a Vila do Trinta. Desta trilha é possível avistar as “pedras-secas” que é considerado um dos melhores mergulhos de Noronha. O mar que avistamos desta trilha é o mar de fora.
  • Baía dos Golfinhos. Com 2 km de extensão, é considerada uma das mais fáceis de Noronha. A Baía dos Golfinhos é um santuário e o banho de mar e o mergulho são proibidos. O mirante dos Golfinhos está a 70 metros de altura e dele é possível admirar os golfinhos rotadores que entram e saem da baía ao longo do dia.
  • Jardim Elizabeth. Possui 1,6 km e corta a mata em direção à praia do Cachorro. Passa por uma ponte do século 18 e por uma alameda de cajazeiras. O local onde começa a trilha é uma herança dos holandeses que usavam a região para aclimatação de plantas trazidas da Europa.
  • Costa Azul. Com 2,3 km de extensão, começa na Vila dos Remédios e termina na Praia da Conceição, onde fica o morro do Pico. Possui mirantes para as praias do Cachorro e do Meio.
  • Costa Esmeralda. Com extensão de 2.2 km é considerada uma das mais bonitas, pois passa por pela praia do Bode, de Quixaba e Cacimba do Padre. No final temos a visão de duas rochas próximas que é um dos cartões postais de Noronha. O Morro dos dois Irmãos.

Mas se trilha não é o seu forte e o que você gosta realmente é de uma boa praia, as de Noronha se dividem entre aquelas que ficam no mar de fora e àquelas que ficam no mar de dentro. As do mar de fora são a praia do Leão, da baía do Sueste e a do Atalaia. As do mar de dentro são a da Biboca, do Cachorro, do Meio, da Conceição, do Boldró, do Americano, do Bode, de Quixabinha, da Cacimba do Padre, da Baía dos Porcos e a do Sancho. Cada uma delas tem seus atrativos e vale a pena uma pesquisa na internet para decidir qual seria a melhor para você.  Ou visite todas e decida você mesmo qual a melhor. Se é que isso é possível.

Para quem gosta de mergulho, as operadoras em operação em Noronha são:

Noronha possui mergulho tanto para os que acabaram de concluir o curso como para aqueles que estão à procura de mergulhos mais técnicos. Os mergulhos também se dividem entre os do mar de dentro e os do mar de fora.

Entre os do mar de dentro, estão: pontal do norte, cabeço das cordas, cabeço da sapata, caverna da sapata, corveta V17, laje dois irmãos, buraco do inferno, ressurreta, cagarras funda, ilha do meio, navio do porto e morro de fora.

E entre os do mar de fora, estão: pedras secas, iuias, cabeço submarino, caieiras, ilha do frade, buraco das cabras e macaxeira. Mas o pessoal das operadoras está sempre descobrindo um ponto novo e vale sempre a pena consultar as operadoras sobre isso.

A melhor época de mergulho em Noronha varia se estamos no mar de fora ou no de dentro. De Maio a Novembro o melhor é ficar no mar de dentro e no resto do ano, o ideal é ficar no mar de fora. Mas como toda regra, essa também possui exceções e não é difícil mergulhar no mar de fora em setembro, por exemplo.

A água em Noronha geralmente está entre 26 e 29 graus Celsius. E a visibilidade, geralmente é de, no mínimo, 20 metros. Mas pode ficar muito maior em algumas épocas.

Entre os pontos de mergulho, destaco Pedras Secas, Ressurreta, Caverna da Sapata e a Corveta, para quem gosta de mergulho técnico.

Pedras Secas é um lugar fantástico e é considerado um dos melhores mergulhos no Brasil. Embora o mar por ali nem sempre esteja calmo, vale a ida. O visual sub é muito bonito, cheio de fendas e passagens.

Ressurreta ou Canal da Rata é um drift delicioso, ou seja, um mergulho que é feito em correnteza que pode estar fraca ou forte. De qualquer forma, é sempre muito tranquilo, pois vamos a favor da corrente sem fazer esforço algum. No meio do caminho tem uma Ancora. Tente parar e fazer uma foto.

Caverna da Sapata é um mergulho muito tranquilo, no qual vamos até o fundo da caverna que possui uma grande boca e permite a entrada facilmente. Na entrada da caverna tem sempre uma ou mais arraias na areia. A foto da Arraia compondo com a boca e o azul de fundo fica sempre legal. Cuidado para se aproximar muito do fundo e levantar suspensão.

E a Corveta V17 é o paraíso dos mergulhadores técnicos. Por estar nos 60 metros na areia, é altamente recomendado o mergulho com Trimix, que é uma mistura gasosa com menos gás Nitrogênio e acréscimo de gás Hélio que nos permite ir mais fundo e não sentir os efeitos da Narcose por Nitrogênio.

Seja qual for a sua preferência, superfície ou submarina, Noronha possui atrações que certamente irão lhe agradar.

Mas Noronha possui uma coisa que eu realmente não consigo entender. Deve ser o único local do mundo onde um Museu serve um salgadinho feito, em parte, com a carne do que ele deveria estar ajudando a preservar.

Por incrível que pareça, o museu do tubarão serve bolinho feito com carne de…… Tubarão. Por mais absurdo que isso seja, um museu que devia incentivar a preservação dos tubarões faz exatamente o contrário ao vender seu bolinho de tubalhau. Concordo totalmente com a opinião da Sea Shepherd.

A venda de bolinhos feitos com carne de Tubarão no museu do tubarão é um contrassenso total. Ao invés de incentivar e defender a existência dos tubarões acaba indo na direção contrária. Não sei se esta prática ainda continua. Pela internet não consegui nenhuma informação atualizada sobre ela.

Para quem gosta de fotografia, usei uma Nikon D300. Para as fotos subs usei uma Tokina 10-17 mm, uma Sigma 17-70 mm e uma Nikkor 60 mm. E para as fotos secas, a mais usada foi a Sigma 17-70 mm.

Conheça o trabalho de Roberto Palmer

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Boeing 747 será grande atração de parque submarino

Boeing 747 será grande atração de parque submarino

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Uma das principais atrações de um parque submarino que está sendo construído no Bahrein será um avião. Mas não é um modelo qualquer: um Boeing 747 será afundado para que os visitantes possam mergulhar e explorá-lo. A previsão é que o Dive Bahrain  seja aberta este ano, durante o verão no Hemisfério Norte. As informações foram divulgadas pela autoridade de turismo daquele país.

Além do avião, estão previstos barreiras de corais artificiais, réplica de um  antigo de pérolas e esculturas feitas de material ecológico. O parque, localizado a 30 km das Ilhas  Ilhas Amwaj deverá ocupar 100 mil metros quadrados, o que equivale a 16 campos de futebol. Com isso deve ser a maior iniciativa do tipo no mundo.

As informações sobre o parque estão disponíveis no site http://divebahrain.com/, ainda em construção.  Lembrando que há parques submarinos no México, aberto em 2009, e nos Estados Unidos, funcionando desde junho de 2018.

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Descoberta a maior caverna do mundo: são 347 quilômetros de extensão

Descoberta a maior caverna do mundo: são 347 quilômetros de extensão

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Explorações arqueológicas descobriram no México, mais precisamente no Grande Aquífero Maia, a maior caverna do mundo. A localidade subaquática, chamada de Sistema Sac Actun, tem inicialmente 347 Km de extensão e guarda também uma séria de vestígios da antiga civilização Maia.

“Tem mais de uma centena de contextos arqueológicos, dentre os quais são evidentes os primeiros colonos da América, bem como a fauna extinta e, claro, a cultura Maia”, explica o arqueólogo marinho Guillermo de Anda do Instituto Nacional de Antropologia e História do México, responsável também pelo projeto Projeto do Grande Aquífero Maia (GAM).

Sac Actun faz parte de um extenso complexo com 358 sistemas de cavernas submersas, abrangendo cerca de 1.400 quilômetros de túneis de água, localizados no estado mexicano de Quintana Roo, na Península de Yucatán, costa do Caribe. Esse labirinto aquático é tão diverso que há túneis com ecosistemas diferentes como Dois Ojos, com 93 quilômetros de extensão.

Como o mapeamento e a pesquisa não terminaram é possível que a extensão de Sac Actun aumente. No entanto, ela é a maior caverna do mundo, superando o Sistema Ox Bel Ha, também localizado em Quintana Roo e que possui 270 km de extensão. Para os cientistas que trabalham no projeto é a chance de viajar 10.000 a 12.000 anos no tempo, dada a preservação de tudo que foi encontrado nos túneis pela expedição.

Veja um vídeo com imagens da exploração de Sistema Sac Actun:

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O Lázaro de Ilha Grande

O Lázaro de Ilha Grande

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A Ilha Grande é um dos destinos com várias histórias desde que o Brasil foi colonizado pelos portugueses. Neste blog você vai conhecer alguma delas, começando pelo Lázaro localizado no arquipélago na Vila do Abraão. Construído por Dom Pedro II no século XIX, o hospital de quarentena foi concebido para receber imigrantes e viajantes que chegavam por aqui portando cólera, geralmente contraído em navios.

A história da construção do Lazareno começa com uma viagem do imperador até Angra dos Reis, no dia 5 de dezembro de 1863. Nesta viagem, ele passou pela enseada de Palmas e do Abrãao. O monarca acabou pernoitando na Fazenda do Holandês e, durante essa estadia, também fez uma doação para a construção da igreja de São Sebastião, localizada na praça central do vilarejo. Toda essa aventura foi registrada em textos e desenhos em um diário de viagem, guardado no Museu Imperial de Petrópolis.

A construção do Lázaro começa em 1884, impulsionando significativamente a ocupação da Vila de Abraão. Na mesma época, a Coroa também adquiriu a Fazenda do Holandês, uma propriedade que se estendia da praia Preta até a atual ponte de atracação do Abraão. Dois anos depois, o hospital de quarentena era inaugurado e obedecia o critério adotado pelos navios de passageiros com divisão de classes: pavilhões de 1ª, 2ª e 3ª classes. Haviam restaurantes, armazéns para cargas e bagagens, laboratório bacteriológico, enfermaria e farmácia, além de belos jardins. O Lazareto funcionou até 1913 tendo atendido 4.232 embarcações, das quais 3.367 foram desinfetadas. Historiadores acreditam que o encantamento de Dom Pedro II durante a passagem pela Ilha Grande influenciou na escolha do local.

O Lázaro funcionou até 1913, quando foi fechado por Oswaldo Cruz, uma vez que ficou comprovado que esse tipo de isolamento não era eficaz para conter doenças. Com a Revolução Constitucionalista em 1932, Getúlio Vargas reabre o local com a função de presídio, abrigando alguns presos políticos como o escritor e imortal Orígenes Lessa. Com a construção do presídio em Dois Rios, no outro lado de Ilha Grande, os apenados foram removidos para lá.

Em 1954, Carlos Lacerda, então governador do Rio de Janeiro, mandou demolir o Lázaro com tiros de canhão. Da infraestrutura sobre apenas a parte subterrânea, que pode ser visitada até hoje por quem deseja passear por Ilha Grande.

Agende seu mergulho em Ilha Grande com a Onda Azul e aproveite para conhecer o Lázaro da região.

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‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

No início dos anos de 1950, Brigitte Bardot era uma das estrelas mais cobiçadas do cinema mundial. E não era por pouco. A francesa tinha no seu currículo filmes como ‘Helena de Troia’, ‘E Deus criou a mulher’ e ‘Babette vai à Guerra’, sendo alçada à categoria de sexy simbol da época. Além dos filmes, a atriz tem em seu currículo o fato de ter colocado balneário de Búzios como um dos locais mais conhecidos do mundo.

Ela aportou na cidade quando a região era somente uma colônia de pescadores, há mais de 50 anos. A badalação atual dava lugar ao sossego e ao bucolismo de um local que era perfeito para quem queria sumir um pouco do mapa. E foi o que aconteceu com a atriz francesa, quando escolheu Búzios para uma pausa de quatro meses junto com o namorado marroquino-brasileiro Bob Zagury em 1964. Tudo depois de fugir da perseguição de imprensa no Rio de Janeiro.

“Guardo recordações únicas. Uma lembrança mágica, magnífica. Na época era apenas uma aldeia de pescadores sem água encanada ou eletricidade. Vivíamos como Robinson Crusoé em praias selvagens e desertas. As ruelas eram cheias de leitões pretos e galinhas. Nós vivíamos de pesca, farofa, mangas e muito sol”, disse em entrevista à Folha de São Paulo em 2017.

Brigitte Bardot em Búzios

Uma matéria do jornal O Globo de 2014 reforça essa visão de paraíso selvagem. Segundo a reportagem, um dos principais programas de Bardot era passear de barco, curtindo as praias de Manguinhos e João Fernandes. Cabia ao namorado, praticante de pesca submarina, levar os peixes que a atriz cozinhava durante a temporada no balneário. Na época, nada de água encanada, pousadas, restaurantes e muito menos o agito da Rua das Pedras. Búzios era um porto de calmaria em meio ao Brasil que iria conhecer uma Ditadura Militar no mesmo ano.

A tranquilidade fez com que a atriz tentasse repetir a experiência no Réveillon de 1965. Mas, desta vez, nada de sossego. A paz da primeira estadia deu lugar a perseguição, aos paparazzis e ao assédio da imprensa. Isso fez com que a Bardot nunca mais voltasse ao balneário, mas deixou um legado que atraiu décadas depois para a região, artistas como Mike Jagger e bandas como U2 e Queen.

Para celebrar Brigitte Bardot, Búzios tem uma estátua em homenagem à atriz. Além disso, a orla da cidade leva o sobrenome da francesa. Nada mais justo para um ícone que mudou para sempre um antiga colônia de pescadores. A experiência da francesa virou tema para o documentário ‘A Búzios de Bardot’.

Abertura do desenho do ‘Aquaman’

Aproveite para dar um mergulho com a Onda Azul e conheça a região que encantou Brigitte Bardot.

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Aquaman pode incentivar as pessoas a praticar mergulho. Conheça os bastidores do filme

Aquaman pode incentivar as pessoas a praticar mergulho. Conheça os bastidores do filme

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O filme ‘Aquaman’ estreou nos cinemas em dezembro faturando bilhões nas bilheterias no mundo inteiro. O longa baseado em herói homônimo da DC Comics pode contribuir para aumentar o interesse pela prática do mergulho. Diferente das produções que exploram o medo dos tubarões, monstros irreais, além de outras fantasias que são irreais que só servem para aumentar a desinformação das pessoas sobre o mar.

Para transpor o universo aquático do herói para as telonas, o diretor James Wan algumas preocupações como, por exemplo, imaginar como os personagens falariam debaixo d’água. “Eu disse aos atores: apenas fale como você fala. Imagino que os atlantes falariam da mesma maneira que você e eu falamos na superfície e no ar, certo?”, explicou o cineasta responsável por filmes como ‘Jogos Mortais’ e ‘Velozes e Furiosos’.

A preocupação não é por acaso. Num mergulho, com equipamentos usuais, a única forma de comunicação é feita por sinais. Além disso, nosso corpo sofre uma pressão atmosférica e isso se reflete em áreas como orelhas, na máscara, nos sinos nasais e nos pulmões. Tudo porque os gases dentro do corpo se comprimem, mas nada que prejudique a experiência de mergulhar.

Como todo bom filme de herói, a ‘Aquaman’ abusa das cenas de ação aquática. Obviamente todas elas foram criadas com efeitos especiais como você pode ver no vídeo sobre os bastidores do longa. Imagine se Wan tivesse que colocar todo elenco para mergulhar para criar as cenas? Pelo menos Jason Momoa sairia mais forte e com pelo menos 400 a 500 calorias a menos das gravações. Essa é a média que o corpo perde durante o mergulho. No caso de água fria ou com leve correnteza, o gasto energético pode oscilar entre 500 a 1200 calorias por hora!

Abertura do desenho do ‘Aquaman’

Outra contribuição importante que o filme traz é revelar que os mares e oceanos têm uma diversidade de belezas naturais. O contato com essa diversidade amplia a nossa visão sobre proteção desses ecossistemas, além de ajudar a aliviar o estresse da nossa vida diária e sedentária nas grandes cidades. Quer mergulhar conosco? Veja a nossa agenda de viagens.

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Angra dos Reis: um dos melhores locais para a prática do mergulho no mundo

Angra dos Reis: um dos melhores locais para a prática do mergulho no mundo

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Angra dos Reis é um dos municípios que está numa região conhecida como Costa Verde, no Sul do Rio de Janeiro. Perto para quem vem do Rio (157 km de distância), mas também não é muito longe para quem vem de São Paulo (405 km de distância). No litoral verde esmeralda do município há 365 ilhas, ou seja, você pode visitar uma ilha por dia durante um ano.

De todas, a Ilha Grande é o grande atrativo da região. O local, que já foi sede de uma penitenciária e cujas ruínas podem ser visitadas pelos turistas. A região também uma grande concentração de naufrágios, já que houve ali várias disputas entre piratas, corsários e o império entre os séculos XVI e XIX. Uma ótima pedida para quem é um mergulhador avançado, iniciante ou para aqueles que querem apenas um local para um merecido descanso.

As nossas dicas de mergulho são para aqueles que desejam ver algo diferente e que pode ser encontrado em Laje Matariz, localizada a 1 km da Praia do Bananal na Ilha Grande. Nesta localidade é possível encontrar um naufrágio de helicóptero, resultado de um acidente aéreo que vitimou o dono do antigo Hotel Glória.

Outro ponto interessante, ainda localizado na Ilha Grande, é o naufrágio do navio Pingüino, um dos mergulhos mais requisitados da região. Nele é possível acessar algumas partes da embarcação panamenha de 70 metros como porões e corredores, além de encontrar uma grande diversidade de vida marinha.

Quem quer algo mais simples, usando snorkel, deve visitar as Ilhas Botinas e Ilha dos Porcos. São locais cuja a profundidade chega a 8 metros com águas bastante cristalinas É possível encontrar uma variedade de peixes multicoloridos, além de corais e outros exemplares da biologia da região.

Veja a nossa agenda e programe o seu mergulho em Angra dos Reis.

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Abrolhos: o paraíso das baleias jubarte

Abrolhos: o paraíso das baleias jubarte

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Abrolhos resguarda uma porção significativa do maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. O nome vem das formações rochosas que cercam o arquipélago e que dificultam a navegação e a chegada dos visitantes. Mas a principal atração é a observação das baleias Jubartes, o que é possível entre os meses de junho e novembro, quando há o processo de acasalamento e reprodução. Enquanto a melhor época para o mergulho é no final entre dezembro a fevereiro, quando as águas estão mais quentes e claras. Para desfrutar de tudo isso, aconselhamos a ida no intervalo entre os dois períodos.

Essa arquipélago, localizado na Bahia, entre os municípios de Alcobaça e Prado abrangendo o Recife de Timbebas; e outro a cerca de 70 quilômetros da costa, que engloba o Arquipélago dos Abrolhos. Uma área que já foi alvo de estudos do biólogo Charles Darwim em 1832 e abriga o maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Segundo um levantamento da biodiversidade realizado pelo ICMBIO, há aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas da IUCN e do MMA. No entanto esta ainda não é o suficiente para atender a toda biodiversidade exclusiva da região. O Onda Azul, a Divers for Sharks e o Instituto Baleia Jubarte lutam para que a proteção seja ampliada em mais de 10 vezes para começar a englobar os mais diferentes tipos de estruturas e vidas no fundo.

A observação do fundo mar na área de maior biodiversidade marinha do Atlântico sul proporciona uma rica experiência aos visitantes. Seja em águas rasas ao redor das ilhas do Arquipélago, seja em áreas mais profundas, é possível observar peixes recifais, corais, gogônias, tartarugas marinhas entre tantos outros seres. O Parque abriga ainda três naufrágios abertos à visitação, e uma extensa área de chapeirões – formações recifais únicas, em formato de grandes cogumelos de até 30 metros.

O primeiro parque marinho nacional ainda é um local para a observação de uma diversidade de aves marinhas como atobás-mascarados, atobás marrons, fragatas, grazina do bico vermelho, grazina do bico amarelo. De março a setembro, milhares de beneditos ou viuvinhas pretas são avistadas utilizando a ilha Guarita para reprodução. Opção de aventura é o que não falta nesta porção do Brasil.

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