‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

‘A Búzios de Bardot’

No início dos anos de 1950, Brigitte Bardot era uma das estrelas mais cobiçadas do cinema mundial. E não era por pouco. A francesa tinha no seu currículo filmes como ‘Helena de Troia’, ‘E Deus criou a mulher’ e ‘Babette vai à Guerra’, sendo alçada à categoria de sexy simbol da época. Além dos filmes, a atriz tem em seu currículo o fato de ter colocado balneário de Búzios como um dos locais mais conhecidos do mundo.

Ela aportou na cidade quando a região era somente uma colônia de pescadores, há mais de 50 anos. A badalação atual dava lugar ao sossego e ao bucolismo de um local que era perfeito para quem queria sumir um pouco do mapa. E foi o que aconteceu com a atriz francesa, quando escolheu Búzios para uma pausa de quatro meses junto com o namorado marroquino-brasileiro Bob Zagury em 1964. Tudo depois de fugir da perseguição de imprensa no Rio de Janeiro.

“Guardo recordações únicas. Uma lembrança mágica, magnífica. Na época era apenas uma aldeia de pescadores sem água encanada ou eletricidade. Vivíamos como Robinson Crusoé em praias selvagens e desertas. As ruelas eram cheias de leitões pretos e galinhas. Nós vivíamos de pesca, farofa, mangas e muito sol”, disse em entrevista à Folha de São Paulo em 2017.

Brigitte Bardot em Búzios

Uma matéria do jornal O Globo de 2014 reforça essa visão de paraíso selvagem. Segundo a reportagem, um dos principais programas de Bardot era passear de barco, curtindo as praias de Manguinhos e João Fernandes. Cabia ao namorado, praticante de pesca submarina, levar os peixes que a atriz cozinhava durante a temporada no balneário. Na época, nada de água encanada, pousadas, restaurantes e muito menos o agito da Rua das Pedras. Búzios era um porto de calmaria em meio ao Brasil que iria conhecer uma Ditadura Militar no mesmo ano.

A tranquilidade fez com que a atriz tentasse repetir a experiência no Réveillon de 1965. Mas, desta vez, nada de sossego. A paz da primeira estadia deu lugar a perseguição, aos paparazzis e ao assédio da imprensa. Isso fez com que a Bardot nunca mais voltasse ao balneário, mas deixou um legado que atraiu décadas depois para a região, artistas como Mike Jagger e bandas como U2 e Queen.

Para celebrar Brigitte Bardot, Búzios tem uma estátua em homenagem à atriz. Além disso, a orla da cidade leva o sobrenome da francesa. Nada mais justo para um ícone que mudou para sempre um antiga colônia de pescadores. A experiência da francesa virou tema para o documentário ‘A Búzios de Bardot’.

Abertura do desenho do ‘Aquaman’

Aproveite para dar um mergulho com a Onda Azul e conheça a região que encantou Brigitte Bardot.

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Aquaman pode incentivar as pessoas a praticar mergulho. Conheça os bastidores do filme

Aquaman pode incentivar as pessoas a praticar mergulho. Conheça os bastidores do filme

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O filme ‘Aquaman’ estreou nos cinemas em dezembro faturando bilhões nas bilheterias no mundo inteiro. O longa baseado em herói homônimo da DC Comics pode contribuir para aumentar o interesse pela prática do mergulho. Diferente das produções que exploram o medo dos tubarões, monstros irreais, além de outras fantasias que são irreais que só servem para aumentar a desinformação das pessoas sobre o mar.

Para transpor o universo aquático do herói para as telonas, o diretor James Wan algumas preocupações como, por exemplo, imaginar como os personagens falariam debaixo d’água. “Eu disse aos atores: apenas fale como você fala. Imagino que os atlantes falariam da mesma maneira que você e eu falamos na superfície e no ar, certo?”, explicou o cineasta responsável por filmes como ‘Jogos Mortais’ e ‘Velozes e Furiosos’.

A preocupação não é por acaso. Num mergulho, com equipamentos usuais, a única forma de comunicação é feita por sinais. Além disso, nosso corpo sofre uma pressão atmosférica e isso se reflete em áreas como orelhas, na máscara, nos sinos nasais e nos pulmões. Tudo porque os gases dentro do corpo se comprimem, mas nada que prejudique a experiência de mergulhar.

Como todo bom filme de herói, a ‘Aquaman’ abusa das cenas de ação aquática. Obviamente todas elas foram criadas com efeitos especiais como você pode ver no vídeo sobre os bastidores do longa. Imagine se Wan tivesse que colocar todo elenco para mergulhar para criar as cenas? Pelo menos Jason Momoa sairia mais forte e com pelo menos 400 a 500 calorias a menos das gravações. Essa é a média que o corpo perde durante o mergulho. No caso de água fria ou com leve correnteza, o gasto energético pode oscilar entre 500 a 1200 calorias por hora!

Abertura do desenho do ‘Aquaman’

Outra contribuição importante que o filme traz é revelar que os mares e oceanos têm uma diversidade de belezas naturais. O contato com essa diversidade amplia a nossa visão sobre proteção desses ecossistemas, além de ajudar a aliviar o estresse da nossa vida diária e sedentária nas grandes cidades. Quer mergulhar conosco? Veja a nossa agenda de viagens.

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