Óleo no Nordeste pode impactar o mergulho… e muito!

Óleo no Nordeste pode impactar o mergulho… e muito!

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Gostaríamos escrever sobre mais uma dica de mergulho, porém diante do crime ambiental ocorrido na costa nordestina, resolvemos manifestar nossa preocupação. Afinal, o mar é fonte para os textos deste blog e para as atividades da Onda Azul. A situação ameaça o turismo e os principais pontos de mergulho da região. São mais de 150 áreas atingidas, 68 municípios, neste derramamento que é o maior em extensão nos últimos 30 anos.

Enquanto voluntários e as autoridades locais se mobilizam, o Governo Federal está mais preocupado em culpar alguém. É o que mostra esse texto dos nossos parceiros da Divers For Sharks. Nele há um resumo do que aconteceu até agora e como a inércia do Ministério do Meio Ambiente pode gerar danos irreversíveis ao litoral nordestino. As imagens deixam qualquer mergulhador de coração partido.

Entre as áreas de mergulho ameaçadas, duas merecem destaque: a Costa dos Corais, região de 130 km entre Alagoas e Pernambuco; e o Arquipélago de Abrolhos, no Sul da Bahia. O primeiro é o segundo maior banco de arrecifes do mundo, que durante a maré baixa podem ser sufocados. Já a segunda é uma área importante para a reprodução das baleias jubarte no Atlântico-Sul, cujo período começa em novembro.

Das áreas atingidas no Nordeste, 16 delas são usadas por aves de espécies migratórias e são importantes para a passagem ou temporada. A contaminação acontece justamente no período em que acontece o ciclo de viagens desses animais. Na imagens que estão sendo divulgadas é possível ver que o óleo já conseguiu matar alguns deles.

“Nesses lugares de descanso, as aves procurar uma sujeirinha como galhos, folhas, para não chamar a atenção do predador. Nos preocupamos porque a interferência [do óleo] não afeta só o local onde se alimentam, mas essa sujeira oleosa pode ser vista como local de refúgio e fazer como eles se melem”, explica Renato Gaban-Lima da Universidade Federal de Alagoas em entrevista ao UOL.

O turismo ainda não sofreu impacto, visto que ainda estamos no período de baixa temporada. Porém há confirmação de que o óleo chegou a locais como Praia de Carneiros (PE), Lençóis Maranhenses (MA), Pipa (RN), Porto de Galinhas (PE) e Morro de São Paulo e Itacaré (BA). Enquanto uma ação grandiosa não vem, resta torcer pelo trabalho dos voluntários e das autoridades locais, pois os danos podem durar por 20 anos.

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Abrolhos: o paraíso das baleias jubarte

Abrolhos: o paraíso das baleias jubarte

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Abrolhos resguarda uma porção significativa do maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. O nome vem das formações rochosas que cercam o arquipélago e que dificultam a navegação e a chegada dos visitantes. Mas a principal atração é a observação das baleias Jubartes, o que é possível entre os meses de junho e novembro, quando há o processo de acasalamento e reprodução. Enquanto a melhor época para o mergulho é no final entre dezembro a fevereiro, quando as águas estão mais quentes e claras. Para desfrutar de tudo isso, aconselhamos a ida no intervalo entre os dois períodos.

Essa arquipélago, localizado na Bahia, entre os municípios de Alcobaça e Prado abrangendo o Recife de Timbebas; e outro a cerca de 70 quilômetros da costa, que engloba o Arquipélago dos Abrolhos. Uma área que já foi alvo de estudos do biólogo Charles Darwim em 1832 e abriga o maior banco de corais e da maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul. Segundo um levantamento da biodiversidade realizado pelo ICMBIO, há aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas da IUCN e do MMA. No entanto esta ainda não é o suficiente para atender a toda biodiversidade exclusiva da região. O Onda Azul, a Divers for Sharks e o Instituto Baleia Jubarte lutam para que a proteção seja ampliada em mais de 10 vezes para começar a englobar os mais diferentes tipos de estruturas e vidas no fundo.

A observação do fundo mar na área de maior biodiversidade marinha do Atlântico sul proporciona uma rica experiência aos visitantes. Seja em águas rasas ao redor das ilhas do Arquipélago, seja em áreas mais profundas, é possível observar peixes recifais, corais, gogônias, tartarugas marinhas entre tantos outros seres. O Parque abriga ainda três naufrágios abertos à visitação, e uma extensa área de chapeirões – formações recifais únicas, em formato de grandes cogumelos de até 30 metros.

O primeiro parque marinho nacional ainda é um local para a observação de uma diversidade de aves marinhas como atobás-mascarados, atobás marrons, fragatas, grazina do bico vermelho, grazina do bico amarelo. De março a setembro, milhares de beneditos ou viuvinhas pretas são avistadas utilizando a ilha Guarita para reprodução. Opção de aventura é o que não falta nesta porção do Brasil.

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